17 de abril de 2011

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Saudade de hoje
Meu verso inverso
Suspiro de desatino
Nunca termina ao reprimí-la
Saudade que me era esperança
Fecha meus olhos e os beija
Cala minha boca com fel
E faz-me dormir sem sonhar
Ah, saudade porque tinhas de ser
Assim minha tão minha, enfim?

Lai Paiva


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(Pablo Picasso)


Voarei ao longe, bem longe
Mesmo sem saber aonde ir
Não quero mais direção alguma
Que me leve aonde não devo chegar
Voarei bem alto, tão alto
Meus anseios ficarão aquém
Meu sentir não há de me alcançar
E então serei livre
Como antes de viver pra ti...

Lai Paiva



16 de abril de 2011

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Eu sou aquela de antes
E sempre estive aqui
Sempre tive esses olhos
Sempre andei por aí
Mas sempre voltei para cá
Nunca deixei de ser eu
E nunca fui tão minha
Como deveria ter sido...

Lai Paiva

15 de abril de 2011

Estampado

(Amanda Cass)

Vou sair

Vestir meu vestido estampado

Vestido que mostra minhas formas

Uma forma de roubar teu olhar

Teu olhar que desviou-se de mim

Eu que trago estampada a saudade

De quando me despia pra ti...


Lai Paiva

14 de abril de 2011

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(Chagall)


Saudade
Daquele menino afável
Naquele passado amoroso
De um sabor que não houve igual
E que sempre me toma a lembrança...

Lai Paiva

13 de abril de 2011

À espera do tempo...

(Pablo Picasso)


Espero

O tempo que não passa

O tempo do esquecimento

Desespero

A perca das horas

As horas que se vão

Adormeço

No colo da ilusão

Ilusão de que fosse verdade

A verdade que queria pra mim...


Lai Paiva

10 de abril de 2011

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Seria bondade a minha
Perdoar o amor
Pelo desamor que causou
Mas eu não sou tão boa...

Lai Paiva

9 de abril de 2011

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Só sei
Que algum dia
Hei de perdoar-me
Por ter me deixado levar
Por ter me deixado partir
Por ter perdido meus dias
A amar mais que a mim
Sem medida alguma
Com tamanha ilusão
E quem sabe outro dia
Me visite um amor
Que me seja afável...

Lai Paiva


8 de abril de 2011

Sou... eu.






Não sei ser senão quem sou
Quem fui há uns anos
Quem sou e serei por outros
Sou aquela mesma de outrora
Aquela que em palavras se fez
Que leu à si e foi tão lida
Esta, que sílabas separam
Eu, que em letras divido
A pessoa que sou...

Lai Paiva


6 de abril de 2011

Poema de amor pras amigas...




(Amanda Cass)



Amigas queridas, presentes que me são valiosos. Guardo-as com tanto carinho. Quero-as por toda minha vida. Amigas pro tempo que for, pra tudo que vem adiante. Adoro-as bem mais que as minhas palavras descrevem.
Um beijo enorme para cada uma: Tati, Rêzinha, Miloca, Dani, Simon, Mama, Sil, Cris, Mé, Beta, Manu, May, Rose, Manu Dias, etc, etc, etc.




Amigas de risos e lágrimas
Guardadas com muito afeto
Pra quem eu conto os segredos
De quem eu ouço as verdades
Queridas e tão bem cuidadas
Amigas que me engrandecem
Me enchem de alegrias reais
E põem prazer nas minhas horas
Amigas que quero por perto
Amigas que quero pra sempre!!!

Lai Paiva


5 de abril de 2011

Esperança...



(Amanda Cass)

Bebeu da xícara de café como quem bebe esperanças. Saboreou-a sem pressa e sem conter-se. Ansiava sentir novamente aquele gosto bom por dias e dias e dias, que tão doces são as esperanças quando chegam ao seu paladar. E quão bom será voltar a sentí-las...

Lai Paiva

4 de abril de 2011

Meu amor lindo!!!!






Filho meu
Pedaço tão lindo de mim
Beleza tão pura de ser
O sorriso que me enche de paz
O beijo que me põe mais feliz
Meu bem mais perfeito e bem quisto
Amo com um amor bem maior
Que palavras que eu possa escrever
Amo pra vida inteirinha...

Lai Paiva

31 de março de 2011

Pro dia nascer melhor...




Pois que é tão breve o tempo de ser
Pois que é tão raro o instante de agora
Sentir tão somente me rouba de mim
E eis que não tenho mais tempo sem mim
Posso, bem sei, ser mais que palavras
Mais que um sentir castrador do meu tempo
Meu viver não cabe mais na ilusão
Meu viver, sobretudo, quer voltar a ser meu
E por isso despertei pra esse dia
Com um novo olhar sobre mim
A medir-me em silêncio
E dizer quão sou grande...

Lai Paiva


29 de março de 2011

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Infeliz de quem há de amar-te

Assim, desse amor que amei

Pois que desprezas o ato de amar

Pois que és desprezível ao amor

E tão só se põe o amor a calar-se

Porque és o mal que acomete o sentir

E abrem-se feridas onde tu tocas

E deixas amargo o olhar que era doce

O olhar que agora te quer mais que longe

Pra sempre, sempre e sempre...


Lai Paiva

27 de março de 2011

Aquela moça enganada...




















(Salvador Dali)




Aquela moça amava demais. Ela não sabia amar de menos. Não havia medida pro seu sentir. Pro seu querer. Queria em demasia. Queria ser bem quista igualmente. Quis aquele moço como quem quer cada dia de seus dias de vida. Fez dele seu presente, seu futuro. Pra ele sorriu os melhores sorrisos. Em seu ouvido disse os mais sinceros e doces "eu te amo". Em seus lábios pousou seus mais ternos beijos. Beijos de paixão e amor. Beijos de "sim, eu quero você pra sempre". Mal sabia que seria tão doído o ato de amá-lo assim. Pois que era um engano o seu amor. Pois que eram falsas as suas verdades. Pois que ele se fizera sua mais triste experiência com o amor, a pior, a mais desiludida. Deixou-se enganar, aquela moça. Deixou-se convencer porque queria tanto que fossem verdades as mentiras que falava. Falava mentiras como quem dá presentes. E ela as recebia como quem recebe verdades. Acabou. A moça não mais vai deixar-se enganar por aqueles mesmos enganos. Foi um tempo perdido o tempo que o amou. Lhe foi leal e recebeu em troca traição. Lhe foi afável e recebeu em troca o maior mal que já lhe fizeram. Ela não quer mais saber daquele moço, se está mal ou bem, por onde anda. Ela só quer agora que ele ande bem longe dela...

Lai Paiva

Um dia a casa caiu...



(Renne Magritte)


Engana-te se pensas que me enganas mais
Aqueles doces enganos de outrora
Que enfeitastes e contastes pra mim
E depois do amor confessasses
Com a mesma traição dos teus "eu te amo"
Nunca mais hão de me enganar de novo
Teus doces enganos
Pois que nunca mais deixarei
Que voltes teus olhares falsos
E tuas palavras malditas pra mim
Guarde-as pra quem as merece
Outro alguém, não eu...

Lai Paiva

25 de março de 2011

A solidão daquela moça...



Sabia ser dois, parceira, metade de um. Não sabia não sê-lo. Ser só mal cabia no seu ser. Faltava-lhe a continuação do seu meio sorriso. O ponto final das suas frases. O apreço pelas vinte quatro horas dos dias. Horas que ela só sabia agora contar, sem vivê-las. Sentia-se um pedaço de algo que era inteiro. Partiu-se. Quebrou-se. Não se sabe ao certo. Sabida é a solidão. Pulsando bem ali no peito dela. E ela, ah, ela não saía mais de dentro de si. Porque não havia mãos para dar-lhe as mãos pro seu caminhar. E o caminho parecia tão árduo...

Lai Paiva

23 de março de 2011

Procura-se

(Renne Magritte)

Um bem que não seja mal
Um querer que não seja o meu
Sentimentos que me acolham
Momentos que sejam brandos
Horas que não sejam dias
Presença que esteja presente
Olhares pros meus sorrisos
Beijos pros meus sonhares
Vida pro meu coração...


Lai Paiva






21 de março de 2011

Dos dias, solidão



(Toulouse Lautrec)


Do abandono, choro poesia

À solidão ofereço versos tristes

Pro meu pesar, sentimentos avessos

No meu silêncio me aprisiono em mim

E em angústias me despedaço

Me vulnerando ao desconsolo...


Lai Paiva

20 de março de 2011

Tempo, tempo, tempo...



(Foto de Ricardo Maciel - http://meuladohumano.blogspot.com/)


Dura o tempo que se quer
O tempo do meu sentir
E pra sempre não vou querer
Que seja sempre o que não é
Aquilo que por tanto quis
Pois que tão pouco me resta
Do tempo que era meu pra sempre...

Lai Paiva