1 de janeiro de 2014

Sobre metas



Isso de traçar metas no primeiro dia de um novo ano ainda pode nos levar longe. Eu, por exemplo, sei bem aonde quero ir e onde quero chegar. Tenho planos. Diversos planos. Coisas simples e outras nem tanto. Este ano eu quero trabalhar muito. E vou! Quero aprender um pouco mais a cada dia. E ser desafiada sempre, porque eu gosto de vencer desafios. Eu me alimento deles. Quero ajudar pessoas. Ajudá-las a falar mais dos seus anseios, dos seus receios, do que trazem dentro de si. Quero fazer o bem. Doar coisas materiais, mas, acima de tudo, meus sentimentos mais nobres. Quero sentir mais precisamente que Deus sempre esteve aqui, bem ao meu lado. Quero acompanhar o meu filho mais de perto, impulsioná-lo a buscar o que há de melhor pra ele. Quero alcançar uma solitude que me conforte, dando lugar à solidão aflitiva de outrora. Quero me bastar. Quero aprender a dirigir, tirar a habilitação e comprar meu primeiro carro. Dirigir sem medo e sob as canções das quais mais gosto. Quero fazer um curso de fotografia e sair por aí perseguindo paisagens pra fotografar. Quero cuidar mais do meu corpo, com atividade física e me esquivando de estresses desnecessários. Quero me tornar menos ansiosa e mais esperançosa. Quero deixar pra trás um amor que não era pra seguir adiante, uns desejos que não deram certo, uns sorrisos roubados. Quero não perder o dom de preparar saladas maravilhosas, nem de escrever sobre o que sinto. Quero manter por perto aqueles que me fazem bem. Quero cantar sem que ninguém me ouça. E cuidar dos meus cactos, elogiando a graciosidade deles sem ser vista. Quero ouvir segredos e contar os meus. Quero ler todos os livros que comprei e ando comprando compulsivamente. Quero manter meus 60kg com saúde. Quero dormir noites inteiras sem acordar pra fazer xixi. E acordar maquiada pra ir trabalhar mais bonita. Quero mais pão de queijo e menos coca zero. Quero mais encontros com minhas melhores amigas. Em 2014 eu quero dois mil e quatorze novas oportunidades de acreditar mais em mim e nos outros. Pra que a vida seja mais leve e mais colorida. E quero ver a felicidade estampada nos lábios de todos. Então, que venha a realização de tudo isso. Temos 365 dias para tal!


Lai Paiva


31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo!!!



Enfim, o dia 31 de dezembro chegou. Ou chegamos à ele. O último dos 365 dias que acabamos de viver. Para uns o primeiro desses dias parece que foi ontem. Para outros este último dia pareceu que nunca chegaria. Muitos viveram um ano em um dia. Outros tantos mal viveram, apenas viram os dias e os dias olharam pra eles. Pra todos, sem exceção alguma, o tempo segue. E nos dá minuto a minuto pra gente fazer o que quiser deles. E aí o que a gente viu foi uma sequência de dias felizes, dias tristes, dias inspiradores, dias podados, dias, dias e dias. Há quem esteve contando cada um até este último dia do ano. Há quem perdeu as contas. Pessoas nasceram. Outras se foram. Amores se descobriram. Amores se perderam. Grandes coisas aconteceram pra uns. Quase nada aconteceu pra outros. É assim, sempre vai ser. Os anos não escolhem ninguém. A gente é que escolhe os anos. O ano de realizar aquele sonho antigo. O ano de unir a sua vida à de outra pessoa. O ano de fechar as lacunas. O ano de se tornar uma pessoa melhor. O ano de ser reconhecido como um profissional em potencial. Os 365 dias estão aí pra isso. Cada novo ano vem pra isso. Pra nos dar oportunidades. Oportunidade de inovar, de repaginar, de renascer. O que deve ficar do ano que chega ao fim é a inspiração pra fazer diferente aquilo que deve ser mudado e pra reproduzir aquilo que deu certo da forma que foi conduzido. A cada novo dia que virá, o novo há de vir, e a gente precisa ter tato, maturidade, equilíbrio e confiança. Confiar em si já é um grande começo. Eu desejo exatamente isso pra todos nós: confiança, esperanças, fé, amor, saúde e equilíbrio. Que isto se renove dentro de cada um porque vamos precisar pra receber mais este ano e pra fazer dele um ano melhor, mais produtivo, mais amoroso, mais afável. Depende tanto de nós. É nossa responsabilidade. Ser feliz é nosso dever. E, como eu disse antes, 2014 vem aí pra isso. Pra todo nós igualmente. Cabe a cada um vivê-lo. Do início ao fim. Sem desistir de um dia sequer. Por mais aflitivo ou difícil que ele seja. Nós podemos ser maiores que tudo. Basta sermos. Então, FELIZ ANO NOVO pra cada um. Que todos tenhamos o que merecemos e buscamos. Que daqui pra frente seja o momento certo pro nosso sucesso pessoal e profissional. E pra nossa felicidade amorosa. Mais que isso, que a saúde e a fé não se abalem jamais. E que a generosidade se avolume dentro de cada um. 

Um terno abraço,

Lai Paiva

6 de dezembro de 2013

Amor Amigo

*Para meu amigo de anos e pra vida inteira, Altair Roque.

Eu trago os olhos em você
Mesmo com olhares distantes
Eu desejo o seu bem
Daqui de onde estou
Eu quero sentir sua paz
Acalmar meus cuidados
Eu acolho o que encontro
Em seu coração
Eu enfeito suas dores
Pra serem suaves
Eu cultivo seus risos
Pra se perpetuarem
Eu sou sua amiga de longe
E de dentro do seu coração
Eu quero que você fique bem
Pra que eu possa estar
Eu sempre estarei com você
Mesmo quando não estiver mais aqui
Eu tenho um amor de amizade
Que eu imprimo em seu nome



Lai Paiva



1 de dezembro de 2013

Só pra você, Yago




Só pra você lembrar
Eu sempre amanheço 
Pra te dar os meus dias
Só pra você saber
O amor vai nos beijos
Que te dou toda hora
Só pra você sentir
Aonde quer que você vá
Eu irei de mãos dadas
Só pra você
Eu tenho tudo
E sou todas numa
Que você precisar
Pra você, pra sempre!


Lai Paiva


15 de novembro de 2013

Amar


Amor é pra se amar
Amar é pra se viver
Viver é pra ser a dois
Dois não são somente um
Um bem pode sentir sozinho
Sozinho, porém, não pode fazer o amor
O amor que faz cada um ser mais
Mais que um amar escrito...



Lai Paiva

10 de novembro de 2013


Amar o bastante
Torna vencível
O não ser amada
Olhar pra saudade
Enche a lembrança
Que vem abraçar
Calar o desejo
Faz ser mais forte
O cuidar do sentir
Não voltar mais atrás
Dá nova chance
De tentar ser feliz
De verdade

Lai Paiva

9 de novembro de 2013

De mãe para filho


Não se apresse em crescer
Nem se eternize tão jovem
Distribua infinitos sorrisos
Pros meus olhos nunca esquecerem
Beije os seus beijos amáveis
Que é tudo o que quero da vida
Divida seus sonhos e medos
Deixe-me sentir com você
Lembre de jamais me esquecer
Passe muito tempo comigo
Inspire-me a viver melhor
E a ser maior que o mundo
Guarde bem o meu coração
Que sempre será todo seu
Assim como todo esse amor
Que me põe tão mais bonita
Aos olhos de quem possa enxergar
Uma mãe apaixonada assim


Lai Paiva




8 de novembro de 2013

Felicidade (Yago)


Feliz de mim
Que tenho você
Feliz de você
Que é tão completo
Feliz do amor
Que está entre nós
Felizes nós dois
Que vivemos juntinhos
Feliz da minha vida
Que você dá sentido


Lai Paiva


2 de novembro de 2013

Minha melhor exceção, Yago.


Qualquer um pode me achar feia
Exceto você
Qualquer cheiro é igual a muitos
Exceto o cheiro dos seus cabelos
Qualquer dia pode não amanhecer
Exceto se você estiver comigo
Qualquer beijo pode faltar às maçãs do meu rosto
Exceto aquele que vem dos seus lábios
Qualquer excelente filme é pouco atrativo
Exceto se for vê-lo com você
Qualquer companhia pode ausentar-se da minha presença
Exceto a sua companhia perfeita
Qualquer medo é completamente vencível
Exceto o de ficar sem você
Qualquer amor cantado ou poetizado é tão pouco
Exceto o amor que você fez nascer em mim
Qualquer delícia de guloseima é sem graça
Exceto se for dividir com você
Qualquer sorriso lindo uma hora perde seu brilho
Exceto o seu
Qualquer momento dura tão pouco
Exceto aqueles momentos em que nos abraçamos
Qualquer um pode me deixar só
Exceto você
Qualquer coisa pode acabar 
Exceto nós dois dentro de cada um
Qualquer medida pode ser mensurável
Exceto a medida da sua importância pra mim...


Lai Paiva




6 de outubro de 2013

Essência


As pessoas são feitas de tudo
E de quase tudo sou feita
De cactos, leguminosas e begônias
De sopa, brócolis e peixe grelhado
De suco de uva, café com leite e molho barbecue
De chocolate, petit gateau e chocotone
De bichos de pelúcia, de porta retratos e almofadas
De banho morno, de meia nos pés, de máscara pra dormir
De estampa de bichos, de saia longa, de sapatilhas
De música popular brasileira, de poesia, de biografias
De chuva, de lua, de perseguir paisagens
De arrepio, de choro emocionado, de palavras
De beijo no canto da boca, de abraço demorado, de olhos fechados
De contos, de crônicas, de cartas de amor
De sono prolongado, de cobertas, de friozinho
De filmes na cama, de cinema, de pipoca com guaraná
De trabalho desafiador, de aprendizados constantes, de reconhecimento
De amigos de verdade, de carinhos comoventes, de sentimentos externados
De coisas simples, de desejos grandes, de falhas incontáveis
De esperanças renováveis, de desilusões guardadas, de muita fé
De começos, de recomeços, de "para sempre"
De Yago, mais do que de qualquer outra pessoa
Até que eu seja desfeita.


Lai Paiva





25 de setembro de 2013

Cartinha de Amor



Se ainda lhe pudesse chamar de amor, eu, daqui do outro lado do nosso distanciamento, eu beijaria cada canto dos seus lábios, bem no local onde lembro que eles se uniam pra me dizer qualquer palavra que me soasse como versinhos recitados. Eu buscava avidamente qualquer sentimento seu pra sentir que era meu. E eu sentia. Por todo o tempo em que duravam os nossos abraços. Pra ter você pra mim eu precisei sonhar. Eu escrevia pra você e relia, pra poder inventar um jeito de lhe sentir comigo. Era a minha maneira de conseguir dormir sem você e de abrandar a angústia de não poder ver os seus olhos lindos mudando de cor ao olhar pra mim com aquelas intenções que eu amava tanto. Nem sei do que mais sinto falta: se de olhar pra você ou pra mim depois de ter você nos meus beijos. Nem sei onde guardar essa saudade inteira. Na verdade ela nunca coube em lugar algum. No minuto seguinte à despedida, ela já se fazia presente e indomável. Tudo o que sei é que eu ainda te amo. Só que agora amo em silêncio. E esta é apenas umas das certezas que você me deixou. Quem dera você ainda estivesse aqui para eu contar o quanto penso em nós e para lhe mostrar que ainda me enfeito por dentro, mais que por fora, pra talvez lhe encontrar do lado de fora das minhas lembranças mais doces. Estas de agora e de sempre.


Lai Paiva

22 de setembro de 2013

A saudade é do tamanho do mar, o amor pode ser ainda maior


Certas certezas
Só se tem uma vez
Certas pessoas
Só se completam com outras
Certas lembranças
Só se guardam pra si
Certas saudades
Só se avolumam mais
Certos amores
Só se amam pra sempre
Certos "pra sempre"
Só se eternizam nos sonhos...


Lai Paiva


12 de setembro de 2013

Tempestade



Tanta coisa acontecendo dentro daquela moça. E ninguém percebia. E ninguém a olhava por trás dos seus olhos aflitos. Chovia torrencialmente bem dentro dela. E os seus sentimentos escorriam por entre as frestas que só ela sabia que estavam abertas. Frestas que foram abertas onde deveriam ter sido plantadas suas flores preferidas. Bem da cor e do cheiro que ela adorava. Por entre cada parte dela, cada parte que a chuva de agora diluía. Sim, ela estava se tornando líquida. E tudo ao redor permanecia como estava. Alheio à sua mudança de estado. Como se ela fosse, não uma tempestade inteira, mas apenas uma gota. E talvez ela de fato quisesse ser apenas uma gota pra sentir tão pouco tudo aquilo que sentia se avolumar cada vez mais. Todo aquele sentir exacerbado e contra o qual ela lutava intimamente para não deixar transbordar. Uma luta em vão, pois que era em vão lutar contra sua natureza em sentir e mostrar-se imersa naquilo tudo. Por isso ela chovia. Chovia mesmo. Com ventania, trovões e relâmpagos. E mesmo assim ninguém percebia. Porque ela era silenciosa. Amava em silêncio. Sofria em silêncio. Sonhava em silêncio. Vivia em silêncio. E acho que iria estar assim até sua última gota. E ainda assim o sol permaneceria reluzente pra todos do lado de fora dela...


Lai Paiva

8 de setembro de 2013

O amor não é mais como antigamente


Tempo. Com o tempo a gente aprende que o tempo não é essa coisa mutável e que conserta tudo, que alinha, que norteia. As pessoas é que o transformam. Dias melhores ou piores são consequências não das horas, mas dos atos ou da ausência deles. E as horas duram o tempo que se sabe absorver delas. Já o amor, esse sim vem mudando desde bem antes de eu ter nascido. Desde a primeira vez que se ouviu falar nele. Desde que as primeiras pessoas o disseram, o sentiram, o viveram. O amor de hoje não é mais aquele de outrora. Era mais firme, embora suave. Mais doce, embora alguém, eventualmente, esquecesse de adoçar. Não se vê nem se ouve falar em amores como os de antigamente. Aquele amor com identidade própria, emoldurado por uma conquista admirável, dosada, verdadeira. Com o intuito único de ser e de fazer alguém feliz. Aquele amor que começava na infância, muitas vezes, e não terminava nem quando acabava a vida. Aquele amor que era quente e urgente na juventude, e amigo e terno, na maior idade. Aquele amor que guardava o respeito com todo o cuidado. O amor que se via nos olhos mais tímidos, e nos gestos mais simples. Nos presentes singelos, nas declarações de amor silenciosas, porém, maravilhosamente expressivas. Um amor que curava, que abrandava as dores, que iluminava os dias escuros, que proporcionava uma cumplicidade que não poderia haver igual. Um amor que era tudo, a delícia da vida, a beleza dos instantes, a razão do contentamento. Aquele amor não é dos dias de hoje. Ele persiste, mas no interior de quem nasceu lá: há muito tempo atrás. Salvo algumas exceções, claro. Só pra não fugir à regra. O sentimento de hoje, que não deixa de ser amor, é quebradiço, frágil, e está sempre precisando de retoques. As declarações de amor são vagas e, muitas vezes, mentem, porque é mais fácil obter alguns prazeres quando se fala em amor. Porque há sempre quem acredite em amores de mentira. Viver sem isso é mais árduo, nos dias de hoje. Então a gente acaba amando quem não inspira amor, ou acreditando que somos amados mesmo com alguma dúvida. A gente se torna negligente e acredita em qualquer coisa que queríamos que fosse amor. Eu queria mesmo era ser do tempo em que amar valia a pena. E que as pessoas mereciam ser amadas. Eu queria mesmo era não estar amando neste momento. Guardar este amor inteiro que há em mim pra quem sabe se um dia vierem dias pra se amar como antes. Como antigamente. E mesmo que eu já nem tenha mais idade pra cuidar de outra pessoa, e sim pra ser cuidada, ao menos eu possa preparar um café da manhã, fazer a dor de alguém sarar, e os olhos sorrirem felizes, ao beijar os lábios com meus "eu te amo" verídicos. Desses que até hoje jamais ouvi. Desses que eu disse com toda a verdade que tenho, mesmo eu não sendo alguém de antigamente. Mesmo sabendo que o amor já não é como antes e que o tempo de amar de agora já não me engana mais. Porque já conheço todas as ilusões que a gente ousa chamar de amor pra não amar sozinha. E o tempo não conserta mais isso.


Lai Paiva



7 de setembro de 2013

A Morte do Jardim Secreto



Há muito tempo atrás havia uma garota especial naquela rua. No fim da rua. Onde as casas terminavam de tomar formas. Onde os passos de quem por ali andava tinham que terminar. E houve um tempo pra tudo dentro daquela garota. Tempo de chuvas torrenciais. Tempo de sol a pino. Tempo de folhas no chão. Tempo de flores e perfume no ar. Tempo de cores misturadas. Tempo incolor.  Tempo de galhos. Tempo de espinhos. Tempo de pétalas. Não à toa ela era observada com estranheza. Não incompreensivelmente ela encontrava-se sozinha. Todos a temiam. Não por causa da sua voz, do seu olhar, ou dos seus gestos. Mas porque ela era intrigante. E rara. Não parecia semelhante aos seus semelhantes. Ela fugia às regras. Ela era diferente. De uma maneira que mal se podia expressar. Mais que isso, ela trazia algo diferente e incomum dentro de si. E era um segredo enorme. Lindo. Um segredo plantado e sensível. Ela trazia um jardim inteiro consigo. De flores, pequenas árvores, cactos. Com terra firme e cheiro constante de vida. Uma mistura encantada de tons e texturas. Bem cuidadas e acarinhadas dia a dia. Aquele jardim nascera no lugar do seu coração. E pulsava tal qual ele. Com ramificações que levavam a cada parte do seu corpo o tom ideal, o movimento, o viver. E havia flores tão lindas. De uma beleza que nunca se podia esquecer. De uma diversidade tamanha, que só ela poderia registrar. Misturadas aos espinhos singelos dos cactos que se escondiam no meio daquelas pétalas. Era um jardim maravilhosamente numeroso, povoado. E estava bem ali dentro dela. Pros olhares dela. Pro cuidado dela. Pros sentimentos dela. Onde poucos estiveram a olhar. Quase ninguém a compreender. E uma única pessoa a poder tocar. Uma única pessoa. Pra quem ela entregou suas flores. Por quem ela enfeitou janelas e varandas. E ruas inteiras. Sem saber-se perdida e acometida por aquele pequeno suicídio diário, com um nome próprio, que ela plantou dentro dela, que ela amou como a cada flor daquele jardim, com o mesmo desejo de perpetuar aquele sentir, com a mesma tristeza ao saber que as melhores e mais belas coisas são as que primeiro acabam. Como aquele jardim, que ninguém  mais possuía igual. Como aquele amor, que nunca mais amaria igual.




Lai Paiva


28 de agosto de 2013

Assim


Leio livros
Escrevo amores
Ouço canções
Canto pras flores
Planto ilusões
Coleciono cores
Visto mil sensações
Transformo os dissabores
Dispo-me das recordações
Pra enfeitar meus valores


Lai Paiva

25 de agosto de 2013

Apenas Isso


Morra mil vezes este amor
Acabe-se antes de mim
Limpa a lembrança de outrora
Mova-se a saudade amarga
Prepara a poesia seguinte
Livre-se do que ressecou
Viva depois de amar
Ame-se e a quem merecer


Lai Paiva


19 de agosto de 2013

Depois



Depois de amar
Pra que o amor
Depois de viver
Pra que poetizar
Depois de ter
Pra que anoitecer
Depois de ser
Pra que acabar
Depois de nós
Pra que recordar...


Lai Paiva

11 de agosto de 2013

Dia dos Pais


P orque perto eu preciso que esteja
A inda que palavra alguma me diga
I nsisto em vê-lo na solidão dos meus dias


Lai Paiva

4 de agosto de 2013

Pra Agora



Não do amor
Eu desisto de amar
Não de viver
Eu desisto da espera
Não de sonhar
Eu desisto do engano
Não de ser sua
Eu desisto da solidão
Não de namorar
Eu desisto da traição
Não da esperança
Eu desisto da mágoa
Não de você
Eu desisto de nós
Não da boca pra fora
Eu desisto pra sempre...


Lai Paiva